“O depoimento do Felca é importante porque joga luz em um tipo de violência que, muitas vezes, se camufla nos ambientes escolares, seja por vergonha ou medo de mais represália. A escola é um lugar onde a criança e o adolescente devem se sentir protegidos e acolhidos. Por isso, as redes de ensino precisam orientar e preparar os professores e gestores de educação para reforçarem o senso de pertencimento do aluno com a escola e para ficarem atentos ao comportamento dos estudantes, agindo de forma responsável diante de denúncias sobre essas práticas violentas”, diz Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social.
Neste cenário, uma nova pesquisa chama atenção de como essas práticas de violências são observadas no contexto escolar. Confira os principais dados:
73% dos estudantes sentem que podem contar com os professores diante de episódios de violência, cyberbullying e bullying;
– Percentual chega a 76% entre estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental, contra 71% dos de Ensino Médio.
72% dos estudantes relatam que a escola age de forma adequada em casos de bullying e cyberbullying;
– 76% entre os mais novos e 69% entre os mais velhos.
33% dos estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio apontam as práticas de bullying, humilhações e discriminações como principal desafio na escola;
– Percentual é maior entre estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental, com 42%, ante 27% entre os do Ensino Médio.
Os dados são da pesquisa “O que os estudantes pensam sobre educação?”, realizado pelo Instituto Datafolha a pedido da Fundação Itaú, da Fundação Lemann, da Fundação Telefônica Vivo, do Instituto Natura, do Instituto Sonho Grande, do Instituto Unibanco e do Todos Pela Educação.