Fundação CASA e Arquivo Edgard Leuenroth, da Unicamp, trocam experiências sobre conservação da memória
Fundação CASA e Arquivo Edgard Leuenroth, da Unicamp, trocam experiências sobre conservação da memória Servidores do NAID e da CASA da Memória Sergio Ranalli visitaram AEL para conhecer trabalho de preservação que ocorre desde 1974
Fundação CASA e Arquivo Edgard Leuenroth, da Unicamp, trocam experiências sobre conservação da memória
Servidores do NAID e da CASA da Memória Sergio Ranalli visitaram AEL para conhecer trabalho de preservação que ocorre desde 1974
A conservação da memória envolve técnicas, métodos e procedimentos que podem ser compartilhados. Com o foco em trocar experiências, quatro servidores do Núcleo de Acervo Institucional Documental (NAID) e da CASA da Memória Sergio Ranalli – Tecendo Histórias,
da Fundação CASA, visitaram na última segunda-feira (21) o Arquivo Edgard Leuenroth (AEL), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH/Unicamp), fundado em 1974 e localizado em Campinas, no interior paulista.
da Fundação CASA, visitaram na última segunda-feira (21) o Arquivo Edgard Leuenroth (AEL), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH/Unicamp), fundado em 1974 e localizado em Campinas, no interior paulista.
O AEL é um centro de pesquisa e documentação social voltado às Ciências Sociais, História e Humanidades, reconhecido nacional e internacionalmente. Durante o encontro, os servidores puderam conhecer os bastidores, as áreas de guarda e os fluxos de trabalho
da instituição paulista, fortalecendo a gestão e a conservação da memória de ambas as entidades.
da instituição paulista, fortalecendo a gestão e a conservação da memória de ambas as entidades.
A visita técnica é parte das ações do NAID e da CASA da Memória na expansão do aprendizado sobre preservação da memória, a fim de aplicar as melhores e mais recentes técnicas e metodologias no trabalho de conservação institucional já realizado na Fundação CASA,
além de ser um meio de tornar o trabalho da instituição mais reconhecido e valorizado.
além de ser um meio de tornar o trabalho da instituição mais reconhecido e valorizado.
Só em 2026, as equipes já estiveram nas áreas de preservação e memória do Parque Belém, da Biblioteca Mário de Andrade, da Fundação Fernando Henrique Cardoso (FFHC), Museu da Imagem e do Som (MIS), do Museu da Polícia Civil, do Museu do Tribunal de Justiça
de São Paulo e do Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP).
de São Paulo e do Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP).
“Cada visita nos apresentou questões e processos específicos que vêm contribuindo tanto para a manutenção de práticas já adotadas internamente, quanto para a inovação e reformulação de outras”, explicou o gerente do Núcleo de Acervo Institucional Documental,
Vinícius Guimarães, que esteve na visita técnica ao AEL.
Vinícius Guimarães, que esteve na visita técnica ao AEL.
No Parque Belém, em São Paulo, por exemplo, a equipe verificou como o espaço físico contribui para ambientar a memória, transmitindo lembranças e identidades. A Biblioteca Mário de Andrade possui um acervo diverso, enquanto a Fundação Fernando Henrique Cardoso
apresentou a experiência com a gestão de arquivos pessoais e processos de preservação em reserva técnica.
apresentou a experiência com a gestão de arquivos pessoais e processos de preservação em reserva técnica.
Segundo o gerente do NAID, no Arquivo Edgard Leuenroth, os servidores puderam ampliar a visão sobre captação de recursos por meio de projetos, contemplando desde ações de higienização do acervo e aquisição de materiais arquivísticos específicos até a compra,
manutenção e adequação de mobiliário técnico especializado e procedimentos de guarda de documentos de acordo com as diretrizes arquivística.
manutenção e adequação de mobiliário técnico especializado e procedimentos de guarda de documentos de acordo com as diretrizes arquivística.
O presidente da Fundação CASA, Acacio Miranda, avaliou a importância da cooperação técnica para o aprimoramento da gestão documental da instituição. “A aproximação com o AEL e outras instituições com preservação da memória, fortalece o nosso compromisso com
a salvaguarda da nossa memória institucional. Investir no intercâmbio de experiências e na capacitação contínua dos nossos servidores garante que o patrimônio histórico da Fundação CASA seja preservado com o rigor técnico necessário e mantido acessível para
as futuras gerações”, afirmou.
a salvaguarda da nossa memória institucional. Investir no intercâmbio de experiências e na capacitação contínua dos nossos servidores garante que o patrimônio histórico da Fundação CASA seja preservado com o rigor técnico necessário e mantido acessível para
as futuras gerações”, afirmou.
Estrutura e história do AEL
O Arquivo Edgard Leuenroth iniciou suas atividades em 1974 com a aquisição da coleção do militante anarquista, jornalista e arquivista Edgard Leuenroth. A compra foi feita pela Unicamp em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)
para apoiar a pós-graduação do IFCH.
para apoiar a pós-graduação do IFCH.
Sua missão envolve dar suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão, nas áreas das Ciências Sociais, História e Humanidades, oferecendo à sociedade e à comunidade científica um criterioso e sistemático serviço público de captação, organização, preservação,
conservação, restauração, acesso e disseminação de variadas fontes documentais.
conservação, restauração, acesso e disseminação de variadas fontes documentais.
Ao longo das décadas, o acervo se expandiu para incluir importantes registros do movimento operário, movimentos sociais (feminista, LGBTQIA+, estudantil e de direitos humanos), além de fundos sobre a história do trabalho, antropologia e o movimento negro.
Atualmente, a sede do AEL, com cerca de 1.430 m², reúne aproximadamente 200 conjuntos documentais, traduzidos em diferentes suportes que totalizam mais de 55 mil livros, com parte deles catalogados no Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU); cerca de 4 mil
metros lineares de documentação textual; 610 mil fotografias; 15 mil títulos de jornais e revistas; 12 mil rolos de microfilmes; 4 mil microfichas; e milhares de CDs, DVDs, fitas VHS e fitas cassete.
metros lineares de documentação textual; 610 mil fotografias; 15 mil títulos de jornais e revistas; 12 mil rolos de microfilmes; 4 mil microfichas; e milhares de CDs, DVDs, fitas VHS e fitas cassete.
A infraestrutura conta ainda com um Laboratório de Digitalização, criado em 2011, e participa da implantação do Sistema Informatizado de Acervos Permanentes (ReDiSAP) da Unicamp, voltado à preservação e ao acesso de documentos digitais.
“Com acesso público e gratuito a todo o seu acervo, tanto o AEL quanto o NAID e a CASA da Memória Sérgio Ranalli atuam na preservação da memória, cada um na sua área, num compromisso com a integridade do patrimônio documental brasileiro”, avaliou Vinicius Guimarães,
gerente do NAID.
gerente do NAID.
Por parte da Fundação CASA, ainda participaram a chefe da Seção de Memória Institucional (SMI), Tatiana Pereira Lima; a assistente Técnico Administrativa Taíssa Sales Calor; e a agente de Apoio Administrativo Maria Aparecida de Freitas. Já do Arquivo Edgard
Leuenroth compareceram o coordenador do AEL, Humberto Innarelli, e chefes técnicos locais: Castorina Madureira (Preservação e Difusão), Marcos Vinícius Lopes (Tratamento da Informação e Apoio à Pesquisa), Michel Araújo de Andrade (Processamento de Informações
Digitais), e Maria Dutra e Marina Rebelo, da equipe de difusão.
Leuenroth compareceram o coordenador do AEL, Humberto Innarelli, e chefes técnicos locais: Castorina Madureira (Preservação e Difusão), Marcos Vinícius Lopes (Tratamento da Informação e Apoio à Pesquisa), Michel Araújo de Andrade (Processamento de Informações
Digitais), e Maria Dutra e Marina Rebelo, da equipe de difusão.
Sobre a Fundação CASA
A Fundação CASA, vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, aplica medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Atendendo
jovens de 12 a 21 anos incompletos em São Paulo, a Fundação executa medidas de privação de liberdade e semiliberdade, determinadas pelo Poder Judiciário, garantindo os direitos previstos em lei, pautando-se na humanização, e contribuindo para o retorno do
adolescente ao convívio social. Mais informações em: https://fundacaocasa.sp.gov.br/.
jovens de 12 a 21 anos incompletos em São Paulo, a Fundação executa medidas de privação de liberdade e semiliberdade, determinadas pelo Poder Judiciário, garantindo os direitos previstos em lei, pautando-se na humanização, e contribuindo para o retorno do
adolescente ao convívio social. Mais informações em: https://fundacaocasa.sp.gov.br/.

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